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ORGULHO ......PAIXÃO......E..... HONRA ........  Inserido Friday 02 May 2008 11:44

ENTREVISTA AO VICE-PRESIDENTE RUI CRUZ
 
Entrevista dada ao Folheto Informativo ´O Santacruzense´ Nº26

Rui Cruz actual director desportivo do Santa Cruz F.C. deu-nos uma entrevista em que nos conta a sua chegada ao clube, os momentos por que passou e os planos para o futuro.Tendo a seu cargo a organização dos vários escalões, Rui Cruz é um elemento fundamental para o sucesso do clube ou não fosse ele um apaixonado pela modalidade e um fâ incondicional do Santa Cruz F.C.


P – Há quanto tempo está no Santa Cruz F.C.?
R – Estou no Santa Cruz F.C. desde 2000, 2001 mais ou menos.

P – Como é que chegou ao nosso clube?
R – Eu sou de Santa Cruz do Bispo e fui cá jogador no Santa Cruz F.C. quando era juvenil. Depois mais tarde voltei no ano 2000, 2001 como referi porque fui à festa da Nossa Senhora da Saúde e o Santa Cruz F.C. tinha lá uma barraquinha. Enquanto lá estava faltou cerveja e como o meu sogro trabalhava num bar à noite, consegui desenrascar 2 barris. A partir daquele dia fui ajudando e entrei para o Santa Cruz F.C.

P – A partir desse momento entrou logo como director?
R – Não, fiquei apenas a ajudar e como nesse ano não tinhamos carrinha eu ia buscar os juvenis e levá-los no meu carro. Só no ano a seguir é que fui para director. Actualmente e ainda nesta direcção sou também vice – presidente.

P – Temos ideia que o Rui trabalha bastante para o clube, mas o seu trabalho não é visto pelas pessoas de fora. Concorda?
R – Concordo, mas não estou muito preocupado com isso. Claro que toda a gente gosta que deiem valor ao seu trabalho, mas eu não gosto de o demonstrar.

P – Normalmente o Rui costuma resolver muito dos problemas que surgem no Santa Cruz F.C. Não se sente pressionado com essa responsabilidade?
R – Sim, eu senti-me pressionado de há um ano para cá, pelo que está a acontecer no clube e devido à saída do Pedro Costa. O Pedro era o coordenador das equipas, ou seja, era o director desportivo, fazia quase tudo relacionado com as equipas. Quando o Pedro
cá estava eu fiquei a ajudá-lo no escalão dos infantis e estive com ele cerca de 5 anos. A partir da sua saída e como eu o ajudava e estava por dentro dos assuntos que ele fazia, fiquei a fazer o seu trabalho. Contudo eu já organizava o torneio, era eu que convidava as equipas, as pessoas que iam lá trabalhar, mas sempre com a ajuda do Pedro. O Pedro era o “homem chave”.
Quando o Pedro saiu o ano passado, eu tomei a responsabilidade de fazer o que o Pedro fazia, por isso é que o Fernando era o presidente e eu o vice-presidente e ao mesmo tempo director desportivo porque eu é que passei a coordenar as equipas todas.

P – Então se formos a ver não teve muita opção?
R – Não tive opção, teve mesmo que ser até porque era a pessoa mais antiga e que conhecia melhor todas as necessidades do clube.

P – Já foi criticado por alguma decisão que tenha tomado?
R – Eu não tomo decisões, eu sou muito directo e gosto de dizer as coisas na hora, não mando dizer por ninguém. Mas em certas ocasiões em que tive que intervir já fui bastante criticado é verdade.

P – Em relação às galas que já se realizaram, já ganhou algum prémio pelo trabalho que desempenha?
R – Quando o prémio é merecido eu acho que é bem entregue, até porque durante o ano há disputa para quem trabalha. Todavia também acho que houve prémios mal entregues. No meu caso como não tenho uma família que se envolve no Santa Cruz F.C., não tenho muitas pessoas que votem em mim, mas aquelas que votaram eu fiquei contente porque reconheceram o trabalho que faço no Santa Cruz F.C. durante a época.
A verdade é que sempre ganhei prémios, desde a primeira gala até á penúltima, mas eram prémios pelo trabalho que realizava como treinador adjunto do Pedro Costa. Este ano como não houve prémios para os treinadores adjuntos eu não tive a possibilidade de ser nomeado nessa categoria.

P – Mas acha que merecia ganhar um prémio pelo trabalha que desempenha como director?
R – Sim, acho que merecia, não vou dizer o contrário porque estaria a mentir.

P – O que achou da última gala realizada? O que espera das futuras galas?
R – A última gala foi feita sobre pressão comparada com as outras. Tentava-se melhorar e evoluir sempre de umas galas para as outras e este ano não houve nada de novo e diferente a acrescentar à que se realizou há dois anos atrás. Em relação às futuras galas, mais concretamente a que se irá realizar este ano, eu creio que o Nuno e o João Paulo, que ficaram encarregues da sua realização , estão a avançar com os preparativos. Mas para tudo correr bem, daqui a um mês ou dois já se deviam começar com as votações dos jogadores, pois os campeonatos acabam bastante cedo.


P – Como o presidente Fernando Costa se demitiu do clube, quais serão os novos planos para a direcção do mesmo?
R – Temos de constituir uma nova direcção e com mais elementos. Esta última trabalhava mal porque concentrava todas as decisões importantes do clube numa só pessoa que era o presidente. Temos que dividir tarefas e pôr várias pessoas a trabalhar nos vários cargos existentes.

P – Como se irá constituir essa nova direcção?
R – Temos que fazer uma Assembleia Geral e eleger os novos membros.

P – Assim sendo, terá que se eleger um novo presidente. Aceitaria esse cargo se fosse eleito?
R – Nós iremos trabalhar todos em conjunto, por isso qualquer pessoa tem capacidade para o ser. Eu estou cá para trabalhar seja como presidente seja como vice-presidente.


P – O Santa Cruz F.C. interfere com a sua vida pessoal? Se sim em que medida?
R – Interfere muito, porque “transporta-se”os problemas do Santa Cruz F.C. para casa. A minha mulher é compreensiva e nós falamos e tentamos resolver os problemas da melhor maneira. Mas tento sempre conciliar tudo e passar o máximo de tempo que posso com a minha mulher e o meu filho.

P – Teve algum momento desportivo mais marcante que se recorde?
R – Assim de momento não, mas falando dos jogos...De há uns tempos para cá mudou um pouco, mas antes o Santa Cruz F.C. era um clube que raramente perdia e eu não estava habituado a perder, até porque como trabalhava com o Pedro Costa e ele é um homem ambiocioso, destestava perder e eu fui-me habituando a isso. Praticamente só tive vitórias e derrotas apenas tivemos 2 ou 3, por isso é que quando se perdia era algo bombástico e ninguém estava habituado a isso.

P – Mas se calhar já teve momentos relacionados com a arbitragem que se lembra mais facilmente, não?
R – Eu comecei a compreender melhor os árbitros, até porque estive a um passo de ir tirar o curso de árbitro. Ao princípio ninguém gosta deles, mas depois comecei a lidar mais eles, a pôr-me no lugar deles, a entendê-los e fui-me habituando. Aliás eu nunca tive um castigo, tive apenas agora à pouco tempo mas que já cumpri.

P – O que espera do Santa Cruz F.C. esta época, quer em termos de escalões, quer em termos de resultados desportivos?
R – Eu gosto de ganhar, mas com o passar do tempo e com a experiência que se vai adquirindo, vemos que o importante não é só isso. Contudo as pessoas de fora continuam a pensar que o mais importante são os resultados desportivos. Neste momento é importante saber que estamos a trabalhar bem, que temos 5 escalões mais a formação e com a ajuda dos treinadores (que espero que continuem cá) e de pessoas a trabalhar na administração do clube, acho que vamos bem encaminhados.

P – No futuro como idealiza o seu clube? Seria possivel ter uma equipa sénior?
R – Gostava muito de ter uma equipa sénior, mas de momento é impensável e até num futuro próximo não será possivel. Acho que era importante dar seguimento e acompanhamento aos jogadores que chegam ao seu segundo ano de junior e têm que parar de jogar, pelo menos no Santa Cruz F.C.

P – Acha que teriamos lugar no campeonato para uma equipa sénior?
R – O concelho de Matosinhos tem muitas equipas de futsal no topo, mas mesmo assim acho que tinha espaço para mais uma. Tinhamos que começar por baixo e conforme as coisas estão a evoluir, tanto nível administrativo e financeiro, como a nível de apoio da Câmara Municipal, acho que conseguiamos chegar lá. Talvez possamos pensar nisso no futuro.


P – O que gostaria de mudar, se pudesse, no futsal em geral?
R – Em geral o futsal vai no bom caminho, devia mudar certas coisas, mas está a evoluir. A evolução do futsal foi muito rápida, até cresceu se calhar mais do que devia. Deveria ter sido uma evolução gradual. Acho que falta mais selecções para motivar mais os jogadores. Contudo não podemos deixar de ter em conta que o futsal é a segunda modalidade mais praticada no nosso País a seguir ao futebol e se calhar há seis anos atrás não era tão conhecida nem tinha evoluido tanto. Logo na minha opinião estamos no bom caminho.

P – Quer deixar alguma mensagem aos nossos leitores?
R – Bem...o Natal já passou, o Ano Novo também, assim como os Reis, por isso a minha mensagem é que tenham um Bom Carnaval e comprem as rifas a €1, que têm como primeiro prémio uma televisão, em segundo um microondas e em terceiro um leitor de DVD. Ah! Já agora Boa Páscoa também!

Entrevista para o santacruzense por Diana e Rosa

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